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COLPOL recebe o seminário “Crise de Insegurança ou de Impunidade?”

admin Comente 22.08.18 102 Vizualizações Imprimir Enviar

Aconteceu hoje, na sede cultural da COLPOL, o seminário “Crise de Insegurança ou de Impunidade?”, que contou com a fala de três especialistas no tema: Roberto Motta, estudioso da Segurança Pública e ativista político; Marcio Garcia, diretor de Interesse de Classe da COLPOL-RJ, Inspetor de Polícia e Professor de Direito Constitucional e Administrativo; e Marcelo Rocha Monteiro, Procurador de Justiça e professor da UERJ.
Cerca de 40 pessoas compareceram ao evento que discutiu as causas da crise de Segurança Pública no Rio e no Brasil.
O presidente da COLPOL-RJ e presidente em exercício do SINDPOL-RJ, Fábio Neira, abriu a mesa agradecendo aos participantes do debate e também ao público presente. Em seguida, chamou Roberto, Marcio e Marcelo para iniciarem o seminário.
“Quanto tempos mais vamos permitir que se fale em Segurança Pública relativizando, por exemplo, o problema reinante da impunidade e a questão das prisões? No Brasil, temos uns 700 mil presos. Desses, 300 mil cumprem prisão em casa. A gente tem que combater a impunidade, seja para o crime da favela, para o crime do Congresso. O que não pode é haver impunidade porque ela incentiva a criminalidade”, afirmou Marcelo.
Roberto Motta concordou: “Sou parte da sociedade civil e faço a minha parte para mudar as coisas. Acredito que a principal arma que a gente tem para restaurar a paz é a informação, o diálogo, o convencimento das pessoas através do debate de ideias. Converso, debato, não fico calado. A gente tem que combater o politicamente correto e nomear certo as coisas. Como pode: para algumas pessoas, o certo, o politicamente correto é chamar de menor infrator. Não, não é isso, não. Eu quando eu falo eu falo “o bandido menor de 18 anos.” Apenado? Não, é o preso, mesmo. O preso, o criminoso, o bandido”, comentou Motta.
Marcio Garcia, diretor de Interesse de Classe da COLPOL, frisou a importância de se investir em investigação e em inteligência para fortalecer as polícias civis: “A gente tem hoje uma tendência nacional de sucateamento das polícias civis, as polícias de investigação. Não interessa aos governos ter uma Polícia Civil atuante, forte e com inteligência, pois existe o risco de chegar aos criminosos de colarinho branco. É preciso investir em investigação e garantir ao servidor da Polícia Civil autonomia de atuação. Foi muito bom ouvir um representante do Ministério Público e também um representante da sociedade civil. Todos com o mesmo objetivo: combater a impunidade e mudar esse jogo.”

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