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AS DUAS FACES DO DISTINTIVO – O outro lado policial

admin Comente 04.10.19 244 Vizualizações Imprimir Enviar

Foto YedaDando sequência à série “As duas faces do distintivo – O outro lado policial” onde apresentamos os colegas que além de exercer a nobre função na segurança pública no Rio de Janeiro, também atuam nos bastidores da vida policial como escritores, apresentamos a Comissária de Polícia e Psicóloga Clínica, Yeda Portela.

Nascida em Porto Alegre, mas carioca desde dois anos de idade, tem dedicado sua vida profissional à Polícia Civil e à Psicologia, estudando o comportamento humano e mais especificamente, o comportamento do policial civil.

Graduada em Psicologia pela Universidade Gama Filho, especializou-se em Psicologia Humanista (UGF); em Educação Sexual (UCAM); em Gestão Educacional (FSL); e em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (FIOCRUZ).

Desde muito cedo se dedicou à pesquisa, realizando investigação sobre a saúde do policial civil e, mais especificamente, à saúde sexual do (a) policial civil, tema no qual desenvolveu diversas pesquisas.
Yeda Portela autógrafoNo mesmo período dos projetos acadêmicos, foi convidada para trabalhar no Hospital da Polícia Civil, atuando como psicóloga clínica, onde se estabeleceu por 15 anos atendendo policiais, e nos cinco últimos, assumiu a responsabilidade do Setor de Psicologia do H.C.

Dedicou-se à saúde emocional do policial trabalhador, voltando-se para pesquisa na FIOCRUZ (2014), desenvolvendo o artigo denominado: “Estresse ocupacional no policial civil do Rio de Janeiro”, onde, a partir de uma pesquisa bibliográfica e baseada na experiência, foram identificados os fatores do adoecimento policial, concluindo-se que os profissionais policiais civis se encontram particularmente vulneráveis ao estresse, em vista das características do trabalho que desempenham.

O estresse surge em decorrência de um somatório de fatores mais do que somente da modalidade de trabalho que o indivíduo realiza, dentre eles, encontram-se: os sofrimentos e temores associados à percepção do risco inerente da profissão, às condições de trabalho, à imagem negativa que a sociedade tem da polícia e, por fim, aos baixos salários.

Desde o Doutoramento em educação, a autora vem se dedicando à importância da educação em sexualidade por acreditar que o trabalho reduz uma série de problemas de saúde pública, como por exemplo: o feminicídio, as violências de gênero, doméstica, escolar e sexual; a gravidez inoportuna, as infecções sexualmente transmissíveis e a negação masculina do cuidado à saúde; além, é claro, de promover a saúde, inclusive a sexual, e o direito pleno de uma educação cidadã.

livroSeus estudos foram recentemente contemplados em um capítulo no livro “Educação na contemporaneidade: novos gestos de ensino e aprendizagem”, recém-lançado na Bienal Internacional do Livro no Rio de Janeiro (2019).
Yeda é Diretora da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana e Membro da Comisión de Educación y Formación Continua de Federación Latinoamericana de Sociedades de Sexología y Educación Sexual – FLASSES. Membro do Conselho Editorial da Revista Brasileira de Sexualidade Humana. É Coordenadora do Projeto SAP-MULHER (Sala de Acolhimento Psicológico para mulheres em situação de violência doméstica) no PRPTC-Araruama-RJ. Foi eleita a próxima vice-presidente da SBRASH (Biênio 2020-2021).

Recebeu o Título de Especialista em Educação Sexual pela Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (SBRASH). É Sexóloga, Doutora em Educação (UNR – AR); Mestre em Sexologia (UGF-RJ); E Instrutora na Academia de Polícia Civil Silvio Terra desde 2007.

Yeda Portela é palestrante e autora de diversos artigos científicos em revistas especializadas. E-mail para contato: yportelapsi@terra.com.br

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