As entidades vêm há longa data denunciando a gravíssima situação em que se encontra a saúde mental dos policiais, através da imprensa e, mais recentemente, no I Seminário de Saúde Mental do Policial Civil, onde o tema foi discutido por autoridades, como o Ministério Público do Trabalho e estudiosos, mestres e doutores nas áreas de psicologia e psiquiatria da UFRJ, Fiocruz, Justiça Federal e Perícia Médica do Estado.

Por fim, o SINDPOL-RJ enviou ofício ao Secretário de Estado de Saúde (SES), solicitando a disponibilização de pelo menos 01 (hum) psiquiatra para atender os quase 10 (dez) mil policias civis ativos, tendo em vista que a Policlínica da Polícia Civil não conta com nenhum profissional médico na área de Saúde Mental. A resposta da SES, através de ofício, foi informar que não poderia atender o pedido do SINDPOL-RJ, por falta de psiquiatra disponível. O mesmo pedido já havia sido feito diretamente ao Secretário de Direitos Humanos, Átila Nunes, em reunião onde o SINDELPOL-RJ esteve presente.

O SINDPOL-RJ e a COLPOL-RJ avisaram e previram essa tragédia anunciada, que não foi a primeira e, infelizmente, não será a última. Só este ano tivemos outros surtos de colegas Policiais Civis, que resultaram em mortes violentas produzidas por disparos de arma de fogo. Mas esse gatilho não foi acionado apenas pelos policiais, tão vítimas do abandono do Estado como todos os demais servidores.